Feira pode ser solução para segundo semestre

 

 

Com o fim da greve dos caminhoneiros e a normalização das entregas, os ânimos se renovam no setor do varejo para o segundo semestre, que começa já com o planejamento de compras para datas como Dia das Crianças, Natal e a volta às aulas no início de 2019. É um momento importante de preparação para não perder as oportunidades que virão, analisa o empresário Izaias Teixeira Corrêa, presidente da ExpoMulti, maior feira de variedades de Mato Grosso, que acontece entre os dias 4 e 6 de julho, em Cuiabá.

 

Segundo ele, há um otimismo entre os empresários para uma retomada do crescimento econômico, que acabou sendo prejudicado pela interrupção no abastecimento. Entre o final de 2017 e início deste ano, as projeções para o setor de comércio eram bastante otimistas para 2018, com base na melhora, ainda que pequena, da economia brasileira. Porém, os bons resultados obtidos no primeiro trimestre provavelmente não se repetirão no segundo, por conta da paralisação dos caminhoneiros, que provocou uma revisão na projeção de vendas para o período.

 

“A greve realmente atrapalhou, tanto o comerciante como o representante de vendas, mas eu creio que não haverá mais paralisação como essa. Talvez haja algo pontual, em algum estado, mas generalizada como foi, particularmente não acredito”, projeta Izaias. Segundo ele, o momento, portanto, é de olhar para a frente e estar pronto para atender a demanda que se abrirá no restante do ano. A ExpoMulti, exemplifica, surge como uma oportunidade interessante de incrementar as vendas, pois algumas das melhores empresas do país estarão na Capital mostrando lançamentos e tendências nos mais variados tipos de produtos.

 

“O representante e o comerciante são sempre otimistas. Eu sou um otimista, acredito numa melhora. E temos que pensar dessa forma”, conclama o empresário do ramo de papelaria. Ele lembra que ano de eleição é sempre marcado por uma certa insegurança política que acaba tendo reflexos na economia, mas que é justamente nesses momentos que o setor varejista mostra sua força e importância. “Deixa a gente um pouco inseguro, afinal somos o amortecedor de todos esses solavancos que acontecem. Temos mostrado que nosso papel é essencial na obtenção do equilíbrio e vamos mostrar isso com muita coragem e dedicação”, garante.

 

E aproveita para fazer um alerta. “Nós saímos de um atoleiro enorme nos últimos três anos, começamos a reagir, mas esbarramos na falta de infraestrutura. O país depende exclusivamente de um meio de transporte que nos outros países desenvolvidos não é o prioritário. Estamos muito sujeitos a essa situação. É preciso rever esse nosso modelo, sob pena de continuarmos patinando economicamente”.

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