FGTS INATIVO INJETA R$ 2,65 BILHÕES NO COMÉRCIO NACIONAL

5-Jun-2017

 

Segundo levantamento da CNC, valor beneficiou o varejo nacional no mês de março. Veja quais foram os segmentos mais impactados

 

Os recursos provenientes das contas inativas do FGTS injetaram R$ 2,65 bilhões no varejo nacional em março deste ano, segundo levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 

De acordo com o estudo, quatro dos dez segmentos do varejo nacional foram impactados positivamente pelos recursos. O segmento de Vestuário e calçados recebeu R$ 1,19 bilhão desses recursos, seguido por Materiais de construção (R$ 594,4 milhões), Móveis e eletrodomésticos (R$ 530,2 milhões) e Farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 337 milhões).

 

O valor movimentado pelos quatro segmentos corresponde a 48% dos R$ 5,5 bilhões que foram sacados em março, de acordo com a Caixa Econômica Federal, e a 6,2% das vendas mensais desses segmentos.

 

Esse valor também representa 54% do faturamento auferido por esses setores em um dia de vendas.

 

“Apesar de ter contribuído consideravelmente para o aumento no volume de vendas, não se pode atribuir unicamente ao fator FGTS a recuperação parcial do comércio ao longo de 2017″, ponderou em nota Fabio Bentes, economista da CNC.

 

“As quedas sucessivas dos preços médios praticados por alguns segmentos do varejo e o recuo no valor das prestações nas operações de crédito voltadas para pessoas físicas também favoreceram o processo”, analisou.

 

Desempenho

 

Por conta dos recursos, esses segmentos sentiram forte alta nas vendas em março. Segundo dados do IBGE, o segmento de Vestuário e Calçados apresentou alta de 11,7% nas vendas, em relação a março do ano passado. Esta foi o maior aumento real de vendas desde fevereiro de 2011.

 

O segmento de Móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 10,5%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, taxa que não se observava desde julho de 2013.

 

Já as vendas nas lojas de Materiais de construção registraram crescimento de 9,4%, a maior alta desde fevereiro de 2014. Até mesmo nos estabelecimentos especializados na venda de produtos farmacêuticos, cosméticos e artigos de perfumaria, onde houve queda de 1,8%, a perda observada nas vendas em março foi a menor dos últimos meses.

 

Fonte: Portal Novo Varejo

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